fbpx

 

1108 romanelli alep

A Assembleia Legislativa (Alep) deve realizar no dia 14 de setembro uma audiência pública para debater o projeto de eleições para os diretores das escolas e colégios estaduais do Paraná.

“Queremos que todos leiam atentamente o projeto, para que todas as dúvidas sejam sanadas. A lei radicaliza a democracia e as eleições devem ocorrer em novembro”, disse o líder do governo, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB). Segundo o parlamentar, a principal mudança observada é o fim do sistema de pesos. Todos os integrantes da comunidade escolar (professores, funcionários, pedagogos, alunos maiores de 16 anos e pais de alunos menores de 16 anos) terão todos direito a voto igualitário.

Romanelli explicou ainda que o mandato dos diretores eleitos será de dois anos, renovável por mais dois anos, desde que atinjam metas e objetivos apresentados no plano pedagógico e de gestão das escolas. “Caso o diretor ou diretora não tiver o desempenho previsto, por meio de uma avaliação objetiva, será convocado um novo processo eleitoral naquela escola. Isso será muito bem discutido, pois é um projeto importante e democrático”, afirmou.

Uma emenda deve ser apresentada ao projeto para que os atuais diretores também possam concorrer ao pleito de novembro. “Há desinformação muito grande sobre essa questão e vamos esclarecer a verdade: todos os professores, diretores ou funcionários que participaram da greve, sem nenhuma exceção, nenhum deles teve alguma advertência. Todos os atuais diretores terão direito de serem candidatos nas eleições do mês de novembro”, explicou.

Por fim, o líder do governo disse que os professores serão muito bem-vindos para debater o processo eleitoral nas escolas. “As manifestações nas galerias, tanto a favor, quanto contra, fazem parte da democracia. Entendo que este é um processo dialético e que vamos avançar, muitas vezes, por meio do conflito e da contradição, faz parte. Sou favorável ao debate, à discussão quando for necessário e, indiscutivelmente, temos que aprofundar mais a democracia nas escolas”, frisou.