O deputado Romanelli (PSB) destacou nesta terça-feira, 29, a análise da médica Tania Cavalcante sobre as medidas antitabaco que reduziram em 40% o número de fumantes no País. “Há 20 anos, o Paraná proibiu o cigarro em ambientes fechados e agora podemos avançar com a restrição em ambientes abertos”, disse Romanelli que junto com o deputado Michele Caputo (PSDB) apresentou projeto de lei proibindo o consumo de tabaco em praças, parques, estádios, entre outros ambientes abertos.

Romanelli é um dos autores do projeto de lei, proposto em 2009, que restringiu o cigarro em ambientes fechados no Paraná. “As leis restritivas foram muito importantes no combate ao tabaco e este novo projeto amplia a abrangência antifumo no Paraná”, completa Romanelli.

“Propomos ampliar a lei porque os danos causados pelo cigarro não atingem apenas os fumantes. O tabagismo passivo, que é a inalação da fumaça de cigarros por não fumantes, também é um fator de risco, especialmente para crianças. A livre escolha de fumar termina quando prejudica o próximo, quando a saúde do outro fica exposta a riscos”, afirma Romanelli.

Medidas – A médica Tania Cavalcante, do Instituto Nacional do Câncer, aponta também outros fatores que contribuíram para o alerta do perigo do tabaco: aumento de preços e impostos, advertências nas embalagens, proibição de saborização dos cigarros e a proibição das propagandas. “Apesar de o Brasil ter reduzido muito a prevalência de fumantes para 9,3% – em números absolutos são 19 milhões – precisamos ajudá-los a deixar de fumar e muitos deles precisam de tratamento, que é oferecido pelo SUS”

As medidas já adotadas, segundo a médica, incluindo a proibição de fumo em locais fechados, estão surtindo o efeito previsto e mudando a percepção da sociedade de que fumar não é glamouroso e positivo e sim um problema de saúde pública. “Se perguntarmos hoje para qualquer criança ou adolescente, eles sabem disso, e são eles que pressionam seus pais, avós para que não fumem.

“Se tivéssemos adotado anteriormente tudo o que temos hoje, teríamos menos fumantes e menos mortes e doenças. Hoje são 157 mil mortes [anuais] devido ao tabagismo, todas evitáveis, e um gasto de R$ 57 bilhões com as doenças por ano, enquanto as empresas lucram”.

(com informações da Agência Brasil)

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