O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) destacou nesta terça-feira, 13, que o Brasil bateu novo recorde na exportação de café. No entanto, alertou que as mudanças climáticas podem afetar a produção nos próximos anos. Romanelli analisou dados divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), que apontam que o país bateu novo recorde ao totalizar 45,6 milhões de sacas em 2020/21.

O montante representa aumento de 13,3% em relação à temporada anterior, e de 10,1% sobre os 41,426 milhões vistos na última máxima histórica, em 2018/19. “E o Paraná é um dos responsáveis pelo aumento nas exportações de café. O Norte Pioneiro é um dos grandes produtores de café de qualidade, que a cada ano conquista novos mercados, chegando em diversos países dos cinco continentes”, avalia.

De acordo com o Cecafé, o recorde nas exportações reflete a safra positiva de 2020/21, com bom volume e qualidade. No ano passado, a colheita do Brasil, maior produtor global de café, atingiu máximas históricas tanto para o arábica quanto para o robusta. Romanelli lembra ainda que, apesar das mudanças climáticas, que podem afetar safras futuras, o cenário para os próximos anos é positivo.

Segundo o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, os exportadores continuam monitorando a colheita deste ano e as condições de desenvolvimento para o ciclo 2022, assim como seguem atentos ao panorama do consumo global. “O cenário pós-covid-19 é favorável para a cafeicultura brasileira e paranaense, graças à vacinação, tanto no Brasil como em outros países, onde o café é um produto essencial”, conclui Romanelli.

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