O deputado Romanelli (PSB) disse nesta sexta-feira, 6, que as cidades brasileiras vão eleger em 2020 prefeitos fortes, atuantes e com proposta de gestão eficiente, racional, mas que primam pela excelência na prestação de serviços públicos básicos – saúde, educação, moradia, asfalto – à população. “Temos que defender sempre o municipalismo e o fortalecimento dos municípios. Para isso, é necessário líderes fortes e atuantes que conseguem ter clareza de como liderar um município nesta atual conjuntura de escassos recursos e muitas demandas a ser cumpridas nas cidades”, disse.

Romanelli disse que as eleições do ano que vem serão discutidas mais profundamente a partir de fevereiro e março, período de filiações partidárias e de definições de chapas. “Teremos prefeitos que vão ser candidatos a reeleição, aqueles que estão concluindo os mandatos, os que não vão disputar a reeleição. Como sempre faço, vou participar ativamente das campanhas municipais, apoiando os candidatos a prefeito e vereador identificados com o municipalismo”.

O PSB, partido de Romanelli, já adiantou que terá candidatos a prefeito na maioria das grandes cidades. “As eleições de 2022 serão influenciadas pelo resultado das eleições municipais do ano que vem. Veremos qual recado que o eleitor dará a respeito da atual conjuntura ainda marcada pela recessão econômica e a falta de empregos. A polarização que se colocou no país – nós contra eles – já não cabe mais, muito porque há uma grande decepção com as ações, ou a falta delas, do governo federal”.

Pequenos – O deputado voltou a criticar o projeto de lei do senador Oriovisto Guimarães (Pode) que prevê a fusão dos municípios com menos de cinco mil habitantes e que no Paraná vai afetar, ou acabar, com 101 cidades. “É de um grande prejuízo esse projeto que mostra a falta de conhecimento do senador da realidade dos municípios paranaenses. Imagina querer reduzir novamente os municípios a distritos. Eu não conheço nenhum distrito que tenha virado município e que tenha piorado, muito pelo contrário, todos eles se desenvolveram muito”.

Romanelli disse que os paranaenses não elegeram Oriovisto Guimarães ao Senado para ele propor a extinção das cidades no estado. “É um descalabro esse projeto de lei. Bem disse o presidente da AMP, prefeito Darlan Scalco: os senadores deveriam aproveitar o tempo livre e conhecer os municípios. Ele tem que trabalhar no pacto federativo para transferir mais recursos aos municípios pequenos do Paraná, o que ajudaria muito os moradores dessas cidades que precisam do nosso apoio”.

Além de Romanelli e do presidente da Associação dos Municípios do Paraná, os deputados Arilson Chiorato (PT), Professor Lemos (PT), Marcel Micheletto (PL), Cristina Silvestri (PPS) e Tião Medeiros (PTB) também criticaram a proposta do senador Oriovisto Guimarães. “É um grande retrocesso à democracia e à representatividade da população menos assistida. Quais estímulos que o governo federal oferece aos pequenos municípios? O que o governo propõe e qual é a repartição que os municípios vão receber para que eles possam ser auto-suficientes?”, cobrou Tião Medeiros.

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