A Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária sediou na tarde de segunda-feira (11) o Fórum Regional de Aprendizagem do Paraná. O encontro reuniu mais de 100 pessoas, entre representantes de empresas, profissionais de entidades de formação profissional e de instituições governamentais para debater a ética nas relações institucionais.

A técnica da Divisão de Intermediação de Mão de Obra da Secretaria do Trabalho Irany Martins fez uma explanação sobre o perfil dos jovens que buscam uma oportunidade de trabalho nas Agências do Trabalhador. “A grande maioria é de jovens com idade entre 14 e 16 anos, que buscam trabalho, porém as vagas para esse público são escassas. Por isso, aproveitamos a oportunidade no fórum para divulgar aos empresários e as entidades formadoras que temos um grande número de jovens cadastrados em nossa base de dados, em busca de uma oportunidade para ingressar no mercado de trabalho”, explicou Irany.

Para o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, o fórum é fundamental para buscar a integração entre o Sistema Público de Emprego, empresas e entidades que desenvolvem projetos voltados aos jovens. “Através do Programa Jovem Aprendiz é possível aumentar o número de jovens com oportunidade de acessar o mercado de trabalho”, afirma.

Segundo Romanelli, adolescentes de famílias com menor renda e que estudam em escolas públicas têm prioridade. “Muitos deles interrompem os estudos, devido à necessidade de trabalhar para completar a renda familiar. O Jovem Aprendiz é uma das formas de superar esta situação, já que no programa eles estudam e ao mesmo tempo se capacitam para buscar uma boa colocação. E os trabalhadores qualificados são mais valorizados pelas empresas”, disse.

Além de contribuir com a formação pessoal e profissional de jovens, ao contratá-los as empresas também cumprem a lei que exige cota de aprendizes. A Lei nº 10. 097/00 determina que empresas de médio e grande porte contratem como aprendizes entre 5% e 15% do total de trabalhadores efetivos e matriculem-nos em serviços nacionais de aprendizagem. A contratação de aprendizes é facultativa para microempresas e empresas de pequeno porte.

Ainda durante o fórum, que acontece uma vez por mês, foram apresentados cases e debatidas questões sobre legislação da aprendizagem e ética nas relações institucionais.

 

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