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Foto: Pedro de Oliveir/Alep

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta segunda-feira (30), por iniciativa do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB), líder do governo na Casa, moção de apoio ao projeto de combate a violência contra a mulher – denominado Março Laranja, cujo objetivo é valorizar a participação popular e ampliação dos canais de diálogo com a sociedade civil, desenvolvido pela Força Sindical do Paraná.

“Entendemos que aqui é importante que esse tema seja debatido, pois aqui é a Casa do Povo, onde fazemos as leis do Estado. É importante ter apoio do parlamento nesse debate que é o da violência contra a mulher. ”, contou Jamil Davila, secretário geral da Força Sindical.

Para o deputado Romanelli, o trabalho da Força Sindical deve ser destacado e reproduzido por outras organizações sindicais. “O atendimento integral às mulheres em situação de violência ainda é um desafio a superar. O Paraná deixou a 3ª colocação, de 2012, para ocupar a 19ª posição no ranking de assassinatos de mulheres, com uma taxa de 5,2 homicídios para 100 mil habitantes, conforme o Mapa da Violência 2015, do Ministério da Saúde. Entre as capitais, Curitiba aparece em 17º lugar, com 6,2 mortes para cada 100 mil habitantes”, afirmou.

23346208181_d17c88842a_zPara o líder do governo, “indiscutivelmente o problema é muito grave, embora tenhamos melhorado nossa posição no ranking há muito a fazer na conscientização da sociedade para evitar que as mulheres continuem sendo vítimas. Apoiamos todas as iniciativas que promovam o debate deste assunto”, pontuou. 

Romanelli lembrou que quando foi Secretário do Trabalho do Paraná aprovou resolução no Conselho Estadual do Trabalho priorizando a mulher vítima de violência como público alvo para inclusão no mercado de trabalho,

“Uma das causas da continuidade da violência é a dependência financeira da mulher em relação ao agressor. Na Assembleia tenho atuado no sentido de aprovar leis protetivas em relação às mulheres, e a escola tem um papel fundamental, pois um dos problemas é que a mulher, independente da idade, se considera culpada ao sofrer a agressão. Neste sentido promovi encontros de aproximação e articulação entre entidades defensoras de diretos e e a Secretaria da Educação, que resultou em um belo programa estadual  lançado no último dia 25: Escola Sem Violência”, explicou.

Segundo Gilse Martins, assessora de comunicação da Força Sindical e uma das principais articuladoras da iniciativa,ainda há falta de argumentação básica nos debates do tema e também mecanismos de defesa para as mulheres que mais sofrem com abuso e violência.

“Acreditamos que a base está nas políticas públicas com a instalação de Secretarias Municipais da Mulher, Conselhos da Mulher no município. Também acreditamos que devam ser colocadas mais delegacias, temos apenas 11 cidades do nosso estado que tem delegacias da mulher. Isso traduz a razão de os dados de violência ainda serem tão grandes”, afirmou.