O governo federal precisa adotar medidas urgentes para diminuir a desigualdade de renda do país, que sobe desde 2014, como efeito da crise e do desemprego, defende o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB). “O governo precisa focar em políticas públicas que colaborem para a redução da pobreza e da desigualdade”, disse Romanelli.

“Isso não só uma questão de justiça social, mas uma forma de estimular a economia, sob pena de termos novamente uma década perdida no combate à desigualdade, como ocorreu anos 80, após o fracasso do Plano Cruzado, quando houve inflação e desigualdade em taxas recordes”, completa o deputado.

Segundo o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, em quatro anos, mais 6,27 milhões de brasileiros cruzaram a linha da pobreza e vivem com menos de R$ 233 por mês. São 23,3 milhões de pessoas nessa condição, o equivalente a 11,18% da população.

Romanelli considera que o governo deveria aumentar o valor do Bolsa Família e ampliar o número de famílias beneficiadas. “Hoje, a média do valor pago pelo governo a cada família é de R$ 180. Um aumento no Bolsa Família tem impacto relevante. Cada R$ 1 do programa pode elevar o PIB em R$ 1,78”, analisa.

Redução da pobreza – Recente estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que o Bolsa Família foi responsável pela redução de 15% da pobreza e de 25% da extrema pobreza entre os beneficiários. Em 2017, as transferências do programa retiraram 3,4 milhões de pessoas da pobreza extrema e 3,2 milhões da pobreza. Para este ano, o montante total do programa será próximo de R$ 30 bilhões.

“Esse valor representa menos de 0,5% do PIB. O orçamento do Bolsa Família ainda é muito pequeno quando comparado ao universo de despesas do governo federal. Aumentar o valor depende somente de prioridade política”, avalia Romanelli.

O deputado explica que a população mais pobre gasta sua renda em consumo, o que aumenta a demanda e faz a economia girar. ”Com o desemprego, cresce o contingente de trabalhadores sem acesso aos mecanismos de proteção social relacionados à formalização. O aumento no número de beneficiários do Bolsa Família e também do valor atualmente pago traria benefícios imediatos e contribuiria para diminuir a desigualdade”, diz

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