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Segundo o líder do governo, é preciso ter firmeza e coragem para discutir alterações necessárias para garantir o equilíbrio financeiro da ParanaPrevidência

 

O líder da bancada de apoio ao governo, deputado Luiz Claudio Romanelli, comemorou a decisão dos professores e funcionários das escolas estaduais de terminar a greve.

“Gostaria de elogiar a APP-Sindicato que manteve o diálogo e a mesa de negociações, fundamentais para que o governo pudesse assumir os compromissos com a Educação. Também destaco a atuação do deputado Professor Lemos, que foi inesgotável para construir uma solução e agradeço aos 34 deputados da base de apoio, que demonstraram confiança e lealdade ao governador Beto Richa e a mim, como líder”, afirmou.

Romanelli ressaltou que o Governo comprometeu-se a não apresentar qualquer projeto de lei que suprima direitos dos servidores públicos e, em particular, dos educadores.

“Todos os projetos que forem apresentados à Assembleia Legislativa serão antes amplamente debatidos. Sempre defendi o amplo diálogo e a transparência e é assim que todos os projetos serão apresentados e apreciados”, disse.

Segundo Romanelli,durante o mês de março, o Governo promoverá um amplo debate, com a participação do Fórum de Servidores Públicos, da APP-Sindicato e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para discutir alterações na ParanaPrevidência. “Desde já, está descartada a hipótese de extinção do Fundo de Previdência da ParanaPrevidência, e os recursos do Fundo Previdenciário serão utilizados exclusivamente para o pagamento de aposentadorias e pensões.O fundo é público e continuará sendo público, Esse é um tema que precisa ser enfrentado com firmeza e coragem. Precisamos fazer alterações para assegurar o reequilíbrio financeiro.

Vários fatores causaram o desequilíbrio do fundo financeiro da ParanaPrevidência, explica o líder do governo.“Em 1992, o ex-governador Requião transformou mais de 60 mil funcionários celetistas em estatutários, Até esta data esses funcionários não contribuíram com a previdência estadual e nunca ajustamos com o Ministério da Previdência o ressarcimento dessas contribuições”, esclareceu.

Ele lembrou também que no governo Beto Richa houve expressivo aumento do gasto com pessoal, motivado pelos reajustes concedidos e à contratação de professores e policiais. Em 2010, a folha de pagamentos era de R$ 10 bilhões. Em 2014, chegou a 14 bilhões. “ E antes que algum desavisado questione, esclareço que o governador Beto Richa cortou cerca de mil cargos comissionados. Hoje, a folha de pagamentos consome R$ 1,4 bilhão por mês e os comissionados representam 1% disso, cerca de R$ 17 milhões mensais”, disse.