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A Secretaria do Trabalho capacitou, nesta sexta-feira, (23), a primeira turma com 60 agentes públicos que irão executar o Programa Jovem Aprendiz nas Agências do Trabalhador em todo o estado. “Essa é a primeira turma que está recebendo orientações sobre legislação, cadastramento de empresas, termo de comprometimento e execução do programa. Nosso objetivo é até o final do ano capacitar agentes das 220 agências”, explica Ângela Carstens, coordenadora da Divisão de Intermediação de Mão e Obra.

O treinamento começou com uma análise dos técnicos do Observatório do Trabalho, André Marega Pinhel e Marco Aurélio de Souza, sobre a juventude no mercado de trabalho no estado.

O envelhecimento da população economicamente ativa e a diminuição do número de jovens com idade entre 15 e 29 anos já é uma realidade no Brasil. “Um dos fatores que contribuiu para a queda é a inserção da mulher no mundo do trabalho há algumas décadas, o que diminuiu, consideravelmente, o número de filhos”, explica Marco Aurélio Souza.

Além do envelhecimento da população e a diminuição do número de jovens aptos a trabalhar, o estudo mostra um saldo até agora positivo. A população com idade entre 30 a 59 anos é a faixa etária com maior percentual de pessoas ocupadas, ou seja, o número de pessoas que estão trabalhando é maior que o número de inativas ou desocupadas. “Esse saldo, economicamente falando, é muito favorável para o desenvolvimento do país”, destacou Souza.

A análise também mostra que 180.476 jovens paranaenses estão desocupados à procura de um trabalho. “Esse público é o que o programa Jovem Aprendiz vai trabalhar”, explica Ângela.

Já o número de jovens ocupados é superior à soma do número de jovens desocupados e inativos, 1.750,423. Os inativos são aqueles que por alguma razão nunca buscaram um trabalho. Esse número é de 740.859 jovens no Paraná.

Segundo Marco Aurélio, a análise foi construída a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) com ano base 2011.

José Maurino de Oliveira Martins, chefe do Departamento de Gestão do Sistema Público de Trabalho, Emprego e Renda, acrescentou que as pesquisas atualmente realizadas no Brasil poderiam ser mais precisas e com diagnóstico local, se ao mesmo tempo em que as pessoas fossem votar, preenchessem um questionário sobre o perfil socioeconômico do cidadão, o que representaria um ganho para o município na definição das políticas públicas. “Isso já acontece em alguns países desenvolvidos, que aproveitam a eleição para traçar um perfil da realidade local, direcionar a gestão à solução dos problemas e também criar meios de melhorar a vida da população”, acrescentou ele.

A técnica Irany Martins explicou aos participantes como funciona o programa. Os critérios básicos começam pela faixa etária, a carga horária e a escolaridade. “O objetivo do programa é aliar a qualificação e capacitação ao trabalho. Ao mesmo tempo em que o jovem está trabalhando também possa estar se capacitando”, explica Irany.

Jovens interessados em participar devem ir até a Agência do Trabalhador mais próxima com os documentos pessoais e fazer o cadastro. Os empregadores também precisam entrar em contato com a Agência do Trabalhador para fazer a abertura da vaga e a possível contratação do jovem, sob orientação do agente.

Quem pode participar – Jovens entre 14 a 24 anos, que estejam matriculados e frequentando a escola, caso não tenham concluído o Ensino Médio, e inscritos em um Programa de Aprendizagem.

Adolescentes entre 14 e 18 anos têm prioridade na contratação. Se o aprendiz é uma pessoa com deficiência não há limite de idade para participar.

Programa – É uma aprendizagem técnico-profissional que prevê a execução de atividades teóricas e práticas, sob a orientação de entidade qualificada nesse tipo de formação metódica, com público-alvo; período de duração; carga horária teórica e prática; acompanhamento; avaliação e certificação específica.

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